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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Rising up

Tropecei nela ainda há pouco. Há poucochinho. Ainda agora, como uma tempestade, caiu-me em cima, I got caught in a storm, e prendeu-me por completo. Arrebatou-me, elevou-me e atirou-me ao chão. Encheu-me a dobra do coração. Sem dar conta, rodopiei e rodopiei e rodopiei, I got turned, turned around. Como uma cómoda, uma porta, uma vaca no olho do furacão. Deixei-me ir… deixei-me levar, deixei-me navegar pelo vento, I was rising up, hitting the ground.




Quantas vezes não vimos as tempestades chegarem? Quantas vezes não fomos levados, arrebatados, e subimos e subimos e subimos e descemos e descemos e descemos, caindo e voando sem darmos conta. Enrolados em nós, acomodados em nós, demasiado estranhados e entranhados em nós, deixámo-nos ir deslumbrados com o correr, com o seguir, com o andar, things were flying around, and doors were slamming, and windows were breaking. Quantas vezes não te ouvi no meio da tempestade. Eu, eu e tu, no meio da tempestade, a rodopiar e a rodopiar, sem nos vermos, so I didn't call, and you didn't see me for a while, sem nos ouvirmos, and I couldn't hear what you were saying




Desde então, aqui andamos os dois. Rising, rising, rising up



segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ponto de fuga



É curioso como não me lembro de contigo me ter cruzado no atalho que segui. Não me lembro de te ter vislumbrado na vereda do caminho. E, no entanto, eu caminhei para ti. E tu caminhaste para mim.



Bolas! Estamos no ponto de fuga um do outro. Que havemos de fazer?









© Ana Silva