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quinta-feira, 23 de julho de 2009

sábado, 7 de março de 2009

Azeem o shan shaenshah



Azeem o shan shahenshah
(O great and glorious Emperor)

Farma ravaa
(You are the commander of authority)

Hamesha hamesha salaamat rahe
(Forever may You be safe and secure)

Tera ho kya bayan, tu shaan e Hindustan
(How do we praise You, You are the pride of Hindustan)

Hindustan teri jaan tu jaan e Hindustan
(Hindustan is Your life, and You are the soul of Hindustan)

Marhaba O Marhaba
(Welcome o Emperor, welcome)

Sab nagran ma, Har aangan ma
(In every town, In every territory)

Prem hai tumra, Har har mann ma
(Your love exists In every heart)

Daya jo tumri, Mahabali hai
(Its Your mercy O Emperor)

Des mein sukh ki Pavan chali hai
(That the breeze of joy blow in the county).

Jhan jana jananna...

Marhaba O marhaba
(Welcome o Emperor, welcome)

Azeem o shan shahenshah, Marhaba
(O great and glorious Emperor)

Deta hai har dil yehi gawahi
(Every heart gives this testimony)

Dilwale hai dil-e-lahi
(Our Emperor has a mighty heart)

Jao kahin bhi niklo jidhar se
(No matter where You go or come)

Galiyo galiyo sona barse
(Every path is showering with gold)

Jhan jhanan nana...

Marhaba Ho Marhaba
(Welcome o Emperor, welcome)


Azeem o shan shahenshah
(O great and glorious Emperor)

Tera mazhab hai jo mohabbat
(Your religion is Love)

Kitne dilo par teri hukumat
(Your rule/reign over so many hearts)

Jitna kahe hum utna kam hain
(No matter how much we praise, it's just too less)

Tehzeebo ka tu sangam hai
(You are the unifier of all cultures)

Azeem o shan shahenshah
(O great and glorious Emperor)

Farma ravaa
(You are the commander of authority)

Hamesha hamesha salaamat rahe
(Forever may You be safe and secure)

Tera ho kya bayan, tu shaan e Hindustan
(How do we praise You, You are the pride of Hindustan)

Hindustan teri jaan tu jaan e Hindustan
(Hindustan is Your life, and You are the soul of Hindustan)

Marhaba O Marhaba
(Welcome o Emperor, welcome)

Jodha Akbar



© Tradução
aqui




Porque Bollywood é uma grande fábrica de espectáculo, porque o hino é belíssimo, porque a Índia me fascina, porque gosto da sonoridade do ritmo e da cor, porque há aqui raízes, porque ainda oiço as caravelas, porque não me sai da cabeça...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Arrepios

Segui a ligação, por preguiça de abrir o leitor e ouvir o "meu" álbum. Autogénese da pena e na voz da Natália Correia, no álbum Amália&Vinicius, tem sempre o condão de me apaixonar, de seduzir, de me arrepiar – como de resto muitos dos poemas de uns, e dos fados da outra. Tem também, sabe Deus porquê, o condão de me lembrar de ti (como se eu precisasse de desculpas para me lembrar de ti, como se fosse possível não me lembrar de ti, como se tu não andasses sempre do coração para a cabeça da cabeça para o coração, incessantemente). Nas músicas relacionadas dez arrepios, em crescendo:


  1. Beatriz, por Maria João e Mário Laginha;

  2. Ok, Do You Want Something Simple, dos The Gift;

  3. Gaivota, pelo Carlos do Carmo;

  4. Linger (live acoustic), The Cranberries;

  5. E daí, Gal Costa;

  6. Tatuagens, Mafalda Veiga;

  7. Sometimes it Hurt, Tindersticks;

  8. Pagan Poetry, Björk.

  9. Santa María (del Buen Ayre), Gotan Project & Yann Tiersen;

  10. Hung Up, Madonna.

Uma (nossa) possível banda sonora! Incrível, verdadeiramente incrível! Arrepios, arrepios e mais arrepios...



P.S. Obrigado P. por esta viagem às catacumbas do coração!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

As musas cegas


V

Esta linguagem é pura. No meio está uma fogueira
e a eternidade das mãos.
Esta linguagem é colocada e extrema e cobre, com suas
lâmpadas, todas as coisas.
As coisas que são uma só no plural dos nomes.
- E nós estamos dentro, subtis, e tensos
na música.
Esta linguagem era o disposto verão das musas,
o meu único verão.
A profundidade das águas onde uma mulher
mergulha os dedos, e morre.
Onde ela ressuscita indefinidamente.
- Porque uma mulher toma-me
em suas mãos livres e faz de mim
um dardo que atira. - Sou amado,
multiplicado, difundido. Estou secreto, secreto-
e doado às coisas mínimas.

Na treva de uma carne batida como um búzio
pelas cítaras, sou uma onda.
Escorre minha vida imemorial pelos meandros
cegos. Sou esperado contra essas veias soturnas, no meio
dos ossos quentes. Dizem o meu nome: Torre.
E de repente eu sou uma torre queimada
pelos relâmpagos. Dizem: ele é uma palavra.
E chega o verão, e eu sou exactamente uma Palavra.
- Porque me amam até se despedaçarem todas as portas,
e por detrás de tudo, num lugar muito puro,
todas as coisas se unirem numa espécie de forte silêncio.

Essa mulher cercou-me com as duas mãos.
Vou entrando no seu tempo com essa cor de sangue,
acendo-lhe as falangetas,
faço um ruído tombado na harmonia das vísceras.
Seu rosto indica que vou brilhar perpetuamente.
Sou eterno, amado, análogo.
Destruo as coisas.

Toda a água descendo é fria, fria.
Os veios que escorrem são a imensa lembrança. Os velozes
sóis que se quebram entre os dedos,
as pedras caídas sobre as partes mais trêmulas
da carne,
tudo o que é úmido, e quente, e fecundo,
e terrivelmente belo
- não é nada que se diga com um nome.
Sou eu, uma ardente confusão de estrela e musgo.

E eu, que levo uma cegueira completa e perfeita, acendo
lírio a lírio todo o sangue interior,
e a vida que se toca de uma escoada
recordação.

Toda a juventude é vingativa.
Deita-se, adormece, sonha alto as coisas da loucura.
Um dia acorda com toda a ciência, e canta
ou o mês antigo dos mitos, ou a cor que sobe
pelos frutos,
ou a lenta iluminação da morte como espírito

nas paisagens de uma inspiração.
A mulher pega nessa pedra tão jovem,
e atira-a para o espaço.
Sou amado. - E é uma pedra celeste.

Há gente assim, tão pura. Recolhe-se com a candeia
de uma pessoa. Pensa, esgota-se, nutre-se
desse quente silêncio.
Há gente que se apossa da loucura, e morre, e vive.
Depois levanta-se com os olhos imensos
e incendeia as casas, grita abertamente as giestas,
aniquila o mundo com o seu silêncio apaixonado.
Amam-me; multiplicam-me.
Só assim eu sou eterno.


Herberto Helder


(in «Ou o Poema Contínuo», Assírio & Alvim, 2004)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Clássicos de Natal nº 8







Ah-ah-ah-aaaaah
Ah-ah-ah-aaaaah

My own true love
My own true love
At last I've found you
My own true love

No lips but yours
No arms but yours

Will ever lead me
Through Heaven's door

I roamed the Earth
In search of this
I knew I'd know you
Know you by your kiss

And by your kiss
You've shown true love
I'm yours forever
My own true love


My own true love

The music was written by Max Steiner in 1939 as"Tara's Theme" from the film "Gone With The Wind".The lyrics were added by Mack David in 1959.

Este tema, imortal criação para "E tudo o vento levou" - para mim um dos mais belos filmes de sempre - teve a honra de ser "letrado" mais tarde, e interpretado nesta versão por Nana Mouskouri. E que poema! E que interpretação! Sabe bem (re)ouvir! Sabe bem (re)sonhar!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Se me comovesse o amor

Se me comovesse o amor como me comove
a morte dos que amei, eu viveria feliz. Observo
as figueiras, a sombra dos muros, o jasmineiro
em que ficou gravada a tua mão, e deixo o dia

caminhar por entre veredas, caminhos perto do rio.
Se me comovessem os teus passos entre os outros,
os que se perdem nas ruas, os que abandonam
a casa e seguem o seu destino, eu saberia reconhecer

o sinal que ninguém encontra, o medo que ninguém
comove. Vejo-te regressar do deserto, atravessar
os templos, iluminar as varandas, chegar tarde.

Por isso não me procures, não me encontres,
não me deixes, não me conheças. Dá-me apenas
o pão, a palavra, as coisas possíveis. De longe.


Francisco José Viegas