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sábado, 14 de março de 2009

Glourios five

António Carlos Monteiro. Hélder Amaral. Nuno Melo. Pedro Mota Soares. Telmo Correia.


Que apenas 5 almas (em 230, Deus meu, em 230!) percebam o ridículo e o perigo do Estado legislar a quantidade de sal no pão, isso sim, é lamentável!


A ditadura higienista pan-europeia continua imparável, e ao que parece, com o apoio da esmagadora maioria das (supostas) elites... É triste e lamentável. E quando até isto é regulado temo que poucas coisas fiquem a salvo da mão impiedosa do Legislador!


Senhoras e Senhores, a Liberdade segue dentro de momentos (se ainda houver quem dela se lembre...)!...



© Salvador Dalí. Two Pieces of Bread Expressing the Sentiment of Love. 1940

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

À sombra do embondeiro

Sou contra a pena de morte. Irredutivelmente. Fico orgulhoso por viver no país que pioneiramente (1867) aboliu a pena capital na Europa (facto largamente celebrado por Vítor Hugo, quando escreveu que “(…)Está pois a pena de morte abolida nesse nobre Portugal, pequeno povo que tem uma grande história. (...) Felicito a vossa nação. Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória. A Europa imitará Portugal .(…)”… outros tempos!), não a aplicando de facto já muito antes, para as mulheres desde 1772 e para os homens desde 1846 (houve dois únicos exemplos prévios: San Marino (1852) e a Repubblica Romana (1849), ou seja, Estados totalmente alheios às potências europeias de então - e que, inclusive, no caso romano, não chegou a durar cinco meses). Portugal foi assim, a primeira potência europeia a abolir a pena de morte. E isso é um feito dos maiores que realizámos enquanto povo!

Mas confesso que ao ler coisas como estas,

O insulto de Mugabe ao povo do Zimbabué

Mugabe em dificuldade para pagar festa de anos

Mugabe: expropriações de brancos vão continuar


a minha caridade quase que encontra um limite! Fico fora de mim ao ver coisas destas, infelizmente comuns - embora não tão graves - na África pós-colonização europeia (o caso Angolano, com o país na mão de José Eduardo dos Santos & Companhia é outro exemplo, infelizmente, já clássico). Uma descolonização (seja isso o que for) em nome daqueles que, hoje, morrem às mãos dos seus libertadores, dos seus heróis, dos seus eleitos. Daqueles que por eles são explorados e vitimizados. Uma descolonização feita em nome da tão proclamada igualdade para acabar com o racismo e a discriminação... Pois!...

E é nestas horas que quase (quase quase quase) acho que ao Sr. Mugabe só um destino seria justo: o de Mussolini, mas reeditado na versão africana pendurado em embondeiro para as feras e os maus espíritos se divertirem. E nem sei se, em comparação, não foi Mussolini muito menos merecedor do fim do que este tiranete hediondo…

Não será pois de estranhar que, volvidos mais de 30 anos, as vozes que desconstroem o cliché “exploração colonialista europeia/colonização europeia em África” (nomeadamente no caso português que é o que nos diz respeito) se comecem a fazer ouvir e comecem a questionar a patranha hist(é)órica que lhes foi impingida!



© Imagem aqui

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A instrução pátria, ou: sobre a ignorância

« Lurdes Rodrigues garante estar aberta a discutir "se a avaliação se faz com esta ou aquela componente mais". Mas entende que "não há razão para suspender o processo". E os dias de tensão vão provavelmente continuar.
Garante, contudo, que também tem tido bons momentos. "Muitos." Pede-se-lhe que partilhe um. "Uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS.' É tocante."
»

In: Perfil da Sra. Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, publicado no suplemento P2 desse pasquim que dá pelo nome de Público (sublinhado meu).


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