Mostrar mensagens com a etiqueta Obrigado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Obrigado. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 31 de março de 2009

Fitas

Gosto de palavras. Gosto das palavras. De lhes sentir os gostos, os aromas, os sentidos. Gosto de as tornear e de as ouvir falar. De as sentir arder na língua, de as deixar ir com a brisa que vem das sereias. Gosto de lhes perscrutar os segredos correndo atrás delas no jogo da cabra-cega, de lhes remexer nos baús, de deixá-las nuas e impuras. Uma palavra nua, saída de si, é das coisas mais enigmáticas, mas arrebatadoras que conheço. O seu poder é absoluto. É o jogo da fala e do silêncio. É o jogo do sentido e do dito.

Hoje saio delas. Dispo-as de mim, como se de uma pele supérflua se tratasse, como se fosse possível estar, algum dia, verdadeiramente fora delas. Ausente. Sem palavras que sequer formem o pensamento. Eu comigo absolutamente só, sem sequer dizer "- ". Faço-o com o sorriso da alegria pelo galardão que, hoje, o D. atribuiu a esta Khôra. Em boa verdade vos digo que o galardão foi atribuído a todos aqueles que o D. segue e a todos os outros que se julguem merecedores da distinção agora atribuída. Mas isso não interessa um chavelho: um prémio é um prémio (e eu gosto de ser premiado, nem que seja a feijões! No tempo em que se jogava a feijões…), e eu estou feliz por ter sido – também – contemplado!


E porque o D. nos tem andado a desencaminhar para que nos apresentemos, em carne e osso, ecce homo!


E obrigado. (Simplesmente) Obrigado!




P.S. Para a comemoração esta Khôra abre as suas fitas para nelas acolher o galardão.

domingo, 22 de março de 2009

Sou dado a lembranças e comemorações e efemérides. Gosto da repetição que a memória me oferece e dos gestos seguros da lembrança. É por isso que gosto de lembrar com todos os que amo as suas datas, quer as felizes quer as infelizes, porque acredito que essa celebração do tempo e dos tempos nos faz mais humanos, nos torna mais próximos – de nós e das coisas, dos outros e da vida. Daí que estranhamente me tenha passado a efeméride do momento: esta Khôra fez seis meses e eu, entretido que estava a descobrir-lhe as formas, nem dei por isso… Talvez tenha sido ela que se tenha dado, retirando-se (elas gostam disso). Talvez tenha sido ela que me tenha cantado o sopro do esquecimento (elas fazem-no!). Talvez tenha sido ela a rir detrás do espelho (quem sabe?)

Seja como for, é tempo para um primeiro balanço. O balanço daquilo que jurava não ter nunca: um blogue! Pior: "um blogue pseudo-intimista e afins!…"


 

…sei que por hora cá continuarei a escrever-me e a inscrever-me, neste limiar-limite líquido (virtual, pois). Gosto da comunicação, gosto de criação e isto é hoje um dos meus espaços. Goste-se ou não, mas é alguma coisa de mim e de meu aqui é derramado, vez após vez, sempre como da primeira vez! (como, de resto, acredito que devemos viver e fazer tudo na vida… uma vez, de cada vez,
sempre (como) da primeira vez!).

… sei que tenho que agradecer a todos os que por cá vagueiam, os presentes e os ausentes, os que cantam e os que calam. Obrigado, pois! A todos!


 

(e já que falo de vós… como me surpreendeis, meus caros, como me surpreendeis! Absolutamente! Desde Dezembro que vos conto em silêncio e me espanto! Catorze países, cinquenta e uma cidades, mais de duzentas e vinte novas visitas por mês… como me enterneceis, como me responsabilizais! E aos fiéis que cá vêm, que cá moram, que cá habitam… Sem palavras abraço-vos todos e cada um em particular. A cada um digo: obrigado. e obrigado. e obrigado…)