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domingo, 21 de junho de 2009

El pastorcico

Un pastorcico solo está penado,
ajeno de placer y de contento,
y en su pastora puesto el pensamiento,
y el pecho del amor muy lastimado.

No llora por haberle amor llagado,
que no le pena verse así afligido,
aunque en el corazón está herido;
mas llora por pensar que está olvidado.


Que sólo de pensar que está olvidado
de su bella pastora, con gran pena
se deja maltratar en tierra ajena,
el pecho del amor muy lastimado.


Y dice el pastorcito: ¡Ay, desdichado
de aquel que de mi amor ha hecho ausencia
y no quiere gozar la mi presencia,
y el pecho por su amor muy lastimado!


Y a cabo de un gran rato se ha encumbrado
sobre un árbol, do abrió sus brazos bellos,
y muerto se ha quedado asido dellos,
el pecho del amor muy lastimado




San Juan de La Cruz





© Salvador Dali, Cristo de São João da Cruz, 1951

domingo, 22 de março de 2009

…

Sou dado a lembranças e comemorações e efemérides. Gosto da repetição que a memória me oferece e dos gestos seguros da lembrança. É por isso que gosto de lembrar com todos os que amo as suas datas, quer as felizes quer as infelizes, porque acredito que essa celebração do tempo e dos tempos nos faz mais humanos, nos torna mais próximos – de nós e das coisas, dos outros e da vida. Daí que estranhamente me tenha passado a efeméride do momento: esta Khôra fez seis meses e eu, entretido que estava a descobrir-lhe as formas, nem dei por isso… Talvez tenha sido ela que se tenha dado, retirando-se (elas gostam disso). Talvez tenha sido ela que me tenha cantado o sopro do esquecimento (elas fazem-no!). Talvez tenha sido ela a rir detrás do espelho (quem sabe?)

Seja como for, é tempo para um primeiro balanço. O balanço daquilo que jurava não ter nunca: um blogue! Pior: "um blogue pseudo-intimista e afins!…"


 

…sei que por hora cá continuarei a escrever-me e a inscrever-me, neste limiar-limite líquido (virtual, pois). Gosto da comunicação, gosto de criação e isto é hoje um dos meus espaços. Goste-se ou não, mas é alguma coisa de mim e de meu aqui é derramado, vez após vez, sempre como da primeira vez! (como, de resto, acredito que devemos viver e fazer tudo na vida… uma vez, de cada vez,
sempre (como) da primeira vez!).

… sei que tenho que agradecer a todos os que por cá vagueiam, os presentes e os ausentes, os que cantam e os que calam. Obrigado, pois! A todos!


 

(e já que falo de vós… como me surpreendeis, meus caros, como me surpreendeis! Absolutamente! Desde Dezembro que vos conto em silêncio e me espanto! Catorze países, cinquenta e uma cidades, mais de duzentas e vinte novas visitas por mês… como me enterneceis, como me responsabilizais! E aos fiéis que cá vêm, que cá moram, que cá habitam… Sem palavras abraço-vos todos e cada um em particular. A cada um digo: obrigado. e obrigado. e obrigado…)

sábado, 13 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

La barca

Dicen que la distancia es el olvido
Pero yo no concibo esta razón
Porque yo seguiré siendo el cautivo
De los caprichos de tu corazón

Supiste esclarecer mis pensamientos
Me diste la verdad que yo soñé
Ahuyentaste de mí los sufrimientos
En la primera noche que te amé

Hoy mi playa se viste de amargura
Porque tu barca tiene que partir
A cruzar otros mares de locura
Cuida que no naufrague tu vivir

Cuando la luz del sol se esté apagando
Y te sientas cansada de vagar
Piensa que yo por ti estaré esperando
Hasta que tú decidas regresar

Roberto Cantoral . Caetano Veloso


La Barca - Caetano Veloso