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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Deixo-te as flores


Deixo-te as flores que amei e amo ainda - as silvestres em primeiro lugar.
Por elas muitas vezes me perdi nos montes, namorei os espinhos, construí pontes e jangadas, competi em altura com as árvores.
E deixo-te as outras, todas as outras. As glicínias e as dálias. Os lírios e os goivos. As anémonas e os jasmins. Os crisântemos.
Todos os jardins da terra e do mar.
A morada
dos dinossauros
e dos hipocampos.

Albano Martins

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Um dia vamos


Um dia vamos encontrar-nos no meio do mar,
Náufragos de nós e do tempo,
Pássaros bêbados de tanto azul

domingo, 28 de dezembro de 2008

Cantos de Orfeu

(...)


Podia acabar o mundo
Desabar a ponte sobre o Tejo
Que eu viria do fundo do mar
Só para te dar
Mais um beijo.


(...)




Rosa Lobato de Faria / Herman José

domingo, 7 de dezembro de 2008

La barca

Dicen que la distancia es el olvido
Pero yo no concibo esta razón
Porque yo seguiré siendo el cautivo
De los caprichos de tu corazón

Supiste esclarecer mis pensamientos
Me diste la verdad que yo soñé
Ahuyentaste de mí los sufrimientos
En la primera noche que te amé

Hoy mi playa se viste de amargura
Porque tu barca tiene que partir
A cruzar otros mares de locura
Cuida que no naufrague tu vivir

Cuando la luz del sol se esté apagando
Y te sientas cansada de vagar
Piensa que yo por ti estaré esperando
Hasta que tú decidas regresar

Roberto Cantoral . Caetano Veloso


La Barca - Caetano Veloso

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Vinda II

De carne e de seda brotarão rosas em chamas
da tua pele de lava incandescente.
E as minhas mãos desenharão um sorriso
na tua boca toda de cerejas.


Juntos caminharemos sobre o mar e
com as minhas mãos te ungirei
- Bem da criação das aves que cantam,
sagrado o tempo habitado em ti.


Vem
eu te salvarei!