quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Dis, quand reviendras-tu?
Voilà combien de temps que tu es reparti,
Tu m'as dit cette fois, c'est le dernier voyage,
Pour nos cœurs déchirés, c'est le dernier naufrage,
Au printemps, tu verras, je serai de retour,
Le printemps, c'est joli pour se parler d'amour,
Nous irons voir ensemble les jardins refleuris,
Et déambulerons dans les rues de Paris,
Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus,
Le printemps s'est enfui depuis longtemps déjà,
Craquent les feuilles mortes, brûlent les feux de bois,
A voir Paris si beau dans cette fin d'automne,
Soudain je m'alanguis, je rêve, je frissonne,
Je tangue, je chavire, et comme la rengaine,
Je vais, je viens, je vire, je me tourne, je me traîne,
Ton image me hante, je te parle tout bas,
Et j'ai le mal d'amour, et j'ai le mal de toi,
Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus,
J'ai beau t'aimer encore, j'ai beau t'aimer toujours,
J'ai beau n'aimer que toi, j'ai beau t'aimer d'amour,
Si tu ne comprends pas qu'il te faut revenir,
Je ferai de nous deux mes plus beaux souvenirs,
Je reprendrai la route, le monde m'émerveille,
J'irai me réchauffer à un autre soleil,
Je ne suis pas de celles qui meurent de chagrin,
Je n'ai pas la vertu des femmes de marins,
Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus...
domingo, 7 de dezembro de 2008
La barca
Dicen que la distancia es el olvidoPero yo no concibo esta razón
Porque yo seguiré siendo el cautivo
De los caprichos de tu corazón
Supiste esclarecer mis pensamientos
Me diste la verdad que yo soñé
Ahuyentaste de mí los sufrimientos
En la primera noche que te amé
Hoy mi playa se viste de amargura
Porque tu barca tiene que partir
A cruzar otros mares de locura
Cuida que no naufrague tu vivir
Cuando la luz del sol se esté apagando
Y te sientas cansada de vagar
Piensa que yo por ti estaré esperando
Hasta que tú decidas regresar
Roberto Cantoral . Caetano Veloso
sábado, 6 de dezembro de 2008
Esperas
"(…) A princesa, compadecida por tão puro amor, disse-lhe então que se ele ficasse cem dias e sem noites debaixo da sua janela, lhe votaria um amor igual. (…) Conto Antigo© Cobra, iô-iô
Como na fábula te aguardei, te guardei, te esperei debaixo da janela. Debaixo da tua janela. Mudavam as horas, soavam os sinos, e eu lá ia na penumbra da noite, guardar a tua janela. Mais de cem noites o fiz, mais de cem. Sempre que te sentia a falta, sempre que te sentia mais a falta, eu lá estava, noite após noite, umas vezes enregelado pelo frio, outras pingado pela chuva, mas eu lá estava. Debaixo da tua janela o ar tinha outro cheiro e a lua brilhava muitomuitomuito mais. Debaixo da tua janela te esperei, em silêncio, abrigado na escuridão da noite. Lá contemplei as sobras de ti que me chegavam, um vulto, as réstias de luz da televisão acesa enquanto dormias. Algumas noites cheguei antes de ti, noutras, simplesmente, já estavas a dormir. E eu a vaguear. Debaixo da tua janela fiz todas as orações do mundo, todas as orações que a terra pode parir num parto longo e doloroso. Debaixo da tua janela rezei. Por ti, por nós, por ti e por mim. Tantas horas debaixo daquele parapeito, para estar mais perto, para estar juntinho a ti. Para te proteger o sono, para afugentar todos os teus fantasmas.
Ter-me-ás sentido algum dia? Algum dia terás sentido a minha presença? Acredito que sim. Sinceramente acredito que sim. Tu sempre me soubeste por perto, sempre soubeste adivinhar que eu ali estava, que eu ali estava, nunca longe, nunca definitivamente longe. É uma das nossas coisas, esta capacidade de nos sabermos, de nos reconhecermos, de nos sentirmos, para além de todos os tempos, para além de todas as distâncias, sempre perto, sempre lado a lado. Sem nunca nos separarmos. Sem nunca dizer-mos adeus. Sabemos sempre um onde o outro está. Como está.
É como aquele sonho que um dia tivemos, numa noite em que tivemos o mesmo sonho: eu sentado com a tua mão apoiada no meu ombro; tu de pé, atrás de mim, a derramares os teus beijos na minha cabeça enquanto me abraçavas. Lembras-te? Nunca te vi, mas sempre soube que eras tu. Senti-te. Senti-te o cheiro e a força. Senti-te o amor e a ternura. Senti-te como te sinto tantas e tantas vezes.
Tu sempre me soubeste lá em baixo. E eu sempre soube que tu o saberias.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Song to the Siren
And you sang "Sail to me, sail to me;
Here I am, here I am waiting to hold you.
Now my foolish boat is leaning, broken love lost on your rocks.
Hear me sing: "Swim to me, swim to me, let me enfold you."
