quinta-feira, 27 de novembro de 2008

I feel in the mood for... The Bomb


Be all that you can be. Make a difference, give your dreams to me
Just like the television says, join the army, get ahead, oh please
No time for sleeping.
There's too much to do

Don't you forget that we do what they want us to

Let's get nuts. Let's spend some money
Take your shirt off honey
Let's freak out, life's just a party
You'll be sorry Charlie


Taste all your hearts desires. Take a boat ride through the sky and play
Go where it is you want to go, see the world on a float someday
They can be lazy or have some real fun
Nothing's too crazy, those politicians can't get done

Let's get nuts. Let's spend some money
Take your shirt off honey
Let's freak out, life's just a party
You'll be sorry Charlie


Rose colored glasses seem to be the rage
Oh, Mr.President, in bed with terrorists again ?

Let's get nuts. Let's spend some money
Take your shirt off honey
Let's freak out, life's just a party
You'll be sorry Charlie
Let's get nuts. Let's spend some money
Take your shirt off honey
Let's freak out, life's just a party
You'll be sorry Charlie



Bitter:Sweet

bomb - bitter:sweet

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

liberdade

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo

Sophia

Nasceram estas palavras a propósito de um outro 25. Mas julgo-as mais a propósito do dia que hoje se celebra (ou pelo menos devia celebrar-se, mas enfim…). Dia da liberdade por excelência, de uma liberdade sem maiúsculas, mas mais inteira e limpa. Da liberdade de escolher. Da liberdade de mudar. Da liberdade de construir o futuro pelas próprias mãos. Da liberdade de ser livre. E viver.

(Há 33 anos uma operação militar punha um fim simbólico naquilo a que a
revolucionária França apelidou de “manicómio em auto-gestão”. Nesse dia, um novo caminho emergiu da noite e do silêncio em que o queriam meter, um novo dia amanheceu livre, um povo retomou o caminho democrático interrompido 65 anos antes. Cunhal e os algozes de novas ditaduras e novos mortos foram vencidos e a liberdade floresceu no sol outonal. Há 33 anos os meus
, ameaçados de morte, puderam finalmente sair para o sol. E respirar. Há 33 anos, a vida triunfou.)

Por isso, hoje, hoje mesmo e unicamente hoje, vale a pena usar cravos.

…de todas as cores e feitios!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dobras


Se soubesses...

Se, ao menos, soubesses...


If you knew...


Summer 78 - Yann Tiersen

sábado, 22 de novembro de 2008

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Como uma vaca veio residir com os orelhudos

Um dia numa floresta um coelho matou um homem. Uma vaca observava esperando que o homem se levantasse. Um insecto rastejou na cara do homem. Uma vaca saltou uma sebe para ver mais de perto como um coelho arruma um homem. Um coelho ataca uma vaca pensando que a vaca veio ajudar o homem. O coelho domina a vaca e arrasta a vaca para a sua toca. Quando a vaca desperta a vaca pensa, eu queria estar no cimo da terra indo com o homem para o meu estábulo. Mas a vaca permanece com estes orelhudos para o resto da vida.

Russel Edson

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Elogio do vinho


Um amigo meu, homem superior, considera que a eternidade é uma manhã e dez mil anos um simples abrir e fechar de olhos. O sol e a chuva são as janelas da sua casa. Os oito pontos cardeais as suas avenidas. Caminha sem destino. Inútil se torna procurar as suas pegadas. A sua casa tem o céu por tecto e a terra por leito. O seu único pensamento é o vinho. Nada mais, aquém ou além, o preocupa.O seu modo de viver chegou aos ouvidos de dois respeitáveis filantropos: o primeiro, um jovem nobre; o outro, um famoso letrado. Foram visitá-lo e com olhos furiosos e ranger de dentes, agitando as mangas as mangas das suas vestes reprovaram vivamente a sua conduta. Falaram-lhe dos ritos e das leis, do método e do equilíbrio. E as suas palavras zumbiam como um exército de abelhas. Entretanto o seu interlocutor encheu um copo e bebeu-o de um trago. Depois sentou-se no solo com as pernas cruzadas, encheu de novo o copo, afastou a barba e recomeçou a beber até que, a cabeça inclinada sobre o peito, caiu num estado de inditosa inconsciência, apenas interrompido por relâmpagos de semilucidez. Os seus ouvidos não teriam escutado a voz do trovão, os seus olhos não teriam reparado numa montanha. Cessaram frio e calor, alegria e tristeza. Abandonou os seus pensamentos. Inclinado sobre o mundo contemplava o tumulto dos seres e da natureza, como algas flutuando sobre um rio...


Lieu Ling
(Tradução de Jorge Sousa Braga)

domingo, 16 de novembro de 2008

Balada das palavras perdidas

Pergunto-me se esta canção, com a magnífica orquestração que tem, se cantada em inglês não estaria na nossa memória musical através do cinema americano? Pergunto-me se esta mulher, Madalena Iglésias, cantando em inglês, não teria sido uma estrela maior do "star system" (muito maior do que foi no mundo Ibero-Americano onde foi uma das maiores estrelas dos anos 60, entenda-se)? Pergunto-me qual a razão de hoje ainda conseguirmos exportar menos música do que quando nos definíamos como orgulhosamente sós?