Deixo-te as flores que amei e amo ainda - as silvestres em primeiro lugar. Por elas muitas vezes me perdi nos montes, namorei os espinhos, construí pontes e jangadas, competi em altura com as árvores. E deixo-te as outras, todas as outras. As glicínias e as dálias. Os lírios e os goivos. As anémonas e os jasmins. Os crisântemos. Todos os jardins da terra e do mar. A morada dos dinossauros e dos hipocampos.
Corre caballito, vamos a Belén a ver a María y al Niño también; al Niño también dicen los pastores: que ha nacido un niño cubierto de flores.
El ángel Gabriel anunció a María que el Niño Divino de ella nacería. De ella nacería dicen los pastores: que ha nacido un niño cubierto de flores.
Los tres Reyes Magos vienen del Oriente y le traen al Niño hermosos presentes. Hermosos presentes dicen los pastores: que ha nacido un niño cubierto de flores.
San José y la Virgen, la mula y el buey fueron los que vieron al Niño nacer. Al Niño nacer dicen los pastores: que ha nacido un Niño cubierto de flores.
Mi corazon sufre y se llena de enojo Solo una vez se nace, una vez se es un hombre una vez se ama, pues de una vez por siempre Este es mi destino, vivir segun su antojo
Si aun por breve tiempo estuvieras a mi lado Envuelto en mi rebozo, suspenso en mi beso Dejando tu cuidado entre flores olvidado Si aun por un momento estuvieras a mi lado
Del todos nos vamos y desaparecemos en su Del todos nos vamos y desaparecemos en su casa Del todos nos vamos y desaparecemos en su Del todos nos vamos y desaparecemos en su casa
Mi corazon sufre porque el tambien se acaba Suspira por la vida y marcha hacia la nada Su dominio es dudoso, su deber peligroso Sus nervios y su voz y su orbita prestados
Alla se hacen las cosas ondulando dondevida no Alla se hacen las cosas ondulando dondevida no hay Alla se hacen las cosas ondulando dondevida no Alla se hacen las cosas ondulando dondevida no hay
Del todos nos vamos y desaparecemos en su Del todos nos vamos y desaparecemos en su casa Alla se hacen las cosas ondulando dondevida no Alla se hacen las cosas ondulando dondevida no hay
Lhasa de Sela
Não me lembro da primeira vez que ouvi esta canção. Sei que terá sido nos conimbricenses Quebra ou TAGV. Dois dos meus lugares de sempre, dos dias frios e dos dias quentes, do imbatível e perfeito chocolate quente à espanhola de um, das torradas de pão caseiro com orégãos do outro. Do fino nocturno na fresca esplanada de um, à Coca-Cola com livro na panorâmica esplanada das tardes do outro. Sei pois que foi por lá que a escutei pela primeira vez. Os lugares da amizade, dos risos partilhados, das tréguas e das partilhas. Lembro-me dela sempre como nos lembramos de um primeiro beijo. E é inevitável: quando a escuto, sempre que ela vem e dança comigo, dou comigo a sorrir e a deixar-me levar... Pelas suas ondas, pelas suas mãos, pelas suas dobras. A seduzir-me. A apaixonar-me. A arrebatar-me. Como da primeira vez, uma primeira de todas as primeiras vezes.
It seems the things I've wanted in My life I've never had. So it's no surprise that living Only leaves me sad.
Happiness, where are you? I've searched so long for you. Happiness, what are you? I haven't got a clue. Happiness, why do you have to stay So far away... from me?
When I'm in despair and life has Turned into a mess, I know that I don't dare to end my Search for happiness.
Happiness, where are you? I've searched so long for you. Happiness, what are you? I haven't got a clue. Happiness, why do you have to stay So far away... from me?
Happiness, sometimes I think I see you from afar. When I run to catch you, though, That's just not where you are.
Happiness, you know I'll get a hold of You some way. Until I do, you know I'll keep on Searching every day.
Happiness, where are you? I've searched so long for you. Happiness, what are you? I haven't got a clue. Happiness, why do you have to stay So far away... from me?
Gonna find it, gonna find it, Gonna find my happiness. Gonna find it, gonna find it, Gonna find my happiness.
When I'm in despair and life has Turned into a mess -gonna find it - I know that I don't dare to end my Search for happiness - gonna find my...
Happiness, where are you? I'm gonna get to you. Happiness, what are you? I'll know before I'm through. Happiness, you know you just can't stay So far away... from me.
Gonna find my - Happiness where are you? Gonna find it - I'm gonna get to you. Gonna find my - Happiness what are you? Gonna find it - I'll know before I'm through
Michael Stipe With Rain Phoenix (words by Eytan Mirsky)
*Aconteceu-me esta canção. Volta não vira cá vem ela à memória e hoje lá me decidi a partir (na quase hercúlea) busca pelos mundos virtuais. Procurava algum registo (que não encontrei) da fabulosa e i-n-e-s-q-u-e-c-í-v-e-l interpretação de Jane Adams (a magnífica "Joy Jordan", the saddest Joy in the all world!) no - não menos - genial Happiness de Todd Solondz. Um filme i-n-e-s-q-u-e-c-í-v-e-l. Com uma canção inesquecível pelo seu desamparo paradoxal, pela sua tristeza bonita. Ficou-me sempre gravada no coração desde que a ouvi, já lá irá uma década (bolas, que o tempo passa e passa e passa!), numa vida também já passada, de tão distante já a sentir. Au temps des cerises. Pois bem, um filme num ano de filmes magníficos, num ano de um filme também magnífico, American Beauty. Mas para mim, se essa escala existir, menos magnífico, menos perfeito. A este (imensamente premiado, é certo) falta-lhe o arrojo do Happiness, falta-lhe o toque de loucura, o nonsense, os diálogos inesquecíveis, o humor fino e brilhante, negro e tenebroso. Cavernoso e genial, portanto. Um mundo de gente a esmo, gente (toda relacionada, mas nem sempre consciente disso) a lutar por se manter à superfície, por não se afundar na imensidão da tristeza e solidão da sua vida. Das suas vidas. Um mundo de gente - todos à procura da felicidade, todos felizes, todos tristemente felizes - desamparada e sofregamente solitária. Um mundo real, cruel de tão real, sórdido, sujo e corrupto. Um mundo de punhos fechados a lutar por ir continuando. Por ir vivendo. Por pairar sobre os estragos. O mundo de american beauty sem beleza. Sem flores. Sem arrumos. Sem ordem. Aqui deixo os minutos iniciais para (re)lembrar ou para espicaçar a curiosidade...
Há horas em que sinto que falhei. Pior: sinto que falhei contigo, a última pessoa com quem queria ou podia falhar neste mundo. Falhei e falho – a todas todas e tantas tantas horas. Porque não consigo ser o escudo que te proteja de todo o mal do mundo. Porque te feres e te cortas nos fios da vida, e eu nada consigo para arredondar todas as esquinas, algodoar todos os chãos, derreter todas as lâminas. Quando sinto que te feriste, que choras por dentro e por fora, emudeço de aborrecimento, sinto-me morrer aos poucos, caio aos pedaços enquanto as lágrimas do teu sorriso forram o lençol. Não consigo saber-te triste. Nunca consegui. Nunca conseguirei. Porque isso vai contra a verdade em que acredito, a verdade que professo, a verdade que me alimenta a respiração: tu, tu muito muito muito especialmente, tu nunca, mas mesmo nunca deverias experimentar o gosto azedo da tristeza!
Mandasse eu no mundo, tivesse eu o poder de Deus e tu nunca sofrias. Tu nunca te magoavas. Tu nunca caías no teu caminho. Só flores e risos. Só flores e risos. E beijos na testa e no queixo - como eu gosto e como tu gostas.
Dirás que deliro, que isso é e será sempre impossível, que é com esses solavancos que cresces e te conheces mais profundamente e melhor. Pois sim, acredito nisso tudo. Mas também no mundo sem dor e sem mortes e sem feridas a sangrar-sem-sangrar, sem dores a doer-sem-doer. Foste tu que me ensinaste isso e jamais o esquecerei. E jamais deixarei que o esqueças. Se mais nada puder ou souber fazer, estarei sempre aí para to dizer. Para te enxugar as lágrimas e te abraçar. Para te agarrar e lamber as feridas. Em silêncio, mas cheio de palavras que te encham o coração de sol e te devolvam o sorriso. Em silêncio, mas cheio de sorrisos para deixar na tua boca, e risos para encher os teus sonhos. Em silêncio velarei os teus sonhos e expulsarei os monstros do teu sono. Em silêncio varrerei a tua casa e deixá-la-ei a brilhar por dentro e por fora.
E há horas em que sinto que esperas por mim para te salvar. Que a todas todas todas as horas esperas que eu te salve. Que eu alumie o teu caminho e te pegue ao colo. Que te dê o paraíso na terra. Que cultive um jardim secreto e te leve para lá. Onde te dê a beber a água nascente com as minhas mãos. Onde te banhe os pés amassados e perfume os teus cabelos com jasmim. Onde o meu corpo seja uma concha para te deitares na relva húmida debaixo de uma coberta de estrelas. Onde sossegues.
E há horas e horas e horas que sei que o farei. Que o serei. Dar-te-ei a eternidade. Tu nunca morrerás! Nunca acabarás porque te amo. Porque te protejo e te trans-porto em mim, comigo, para cima e para baixo, de um lado para o outro do mundo, através de todos os tempos, em todas todas as horas. Guardo-te no fundo de mim porque lá construí um mundo de fadas e duendes e castelos mágicos e chupa-chupas coloridos e perfumados para habitares. Lá nenhum mal chega. Lá nenhum vilão te procurará. Lá estarás a salvo.