sexta-feira, 5 de junho de 2009

Para além da razão

Pessoas há que nos inspiram confiança. Pessoas há que nos despertam admiração. Que nos fazem acreditar nas coisas. Que nos fazem vibrar com uma causa, com uma ideia, com um projecto. São seres (infelizmente) raros. Infelizmente escassos. Porque têm carisma. Porque são competentes. Porque têm uma força invisível que nos envolve e que nos motiva.

Posso, hoje, dizer que Nuno Melo é uma delas. Pela inteligência, pela argúcia, pela frontalidade que já lhe admirava. E agora pela sensibilidade, pela atenção aos mais fracos, pela disponibilidade, pela combatividade, pela coragem, pela determinação. Pela firmeza. Pela rectidão. Pela honestidade. Pela força das convicções. E tudo isto é (ainda) mais raro hoje em dia. E ainda mais raro nos seres políticos (infelizmente). Se antes já tinha o meu voto (a opção ideológica nunca foi outra), agora posso dizer que tem o meu voto mais - tem a minha admiração. Mas quando digo isto não falo da admiração que sentimos por uma grande filósofo, por um grande político, por um grande artista, por um grande médico. Falo da admiração que sentimos por um grande homem. Sem "h" maiúsculo porque dele não precisa. Um homem. Um homem sério. Um homem justo. O que é admirável. E motiva e dá esperança.


Acompanhar Nuno Melo na sua campanha fez-me acreditar ainda mais na necessidade do político. E da política. Da política como serviço, como arte da minúcia, como arte da resolução dos problemas da polis. Da política como exigência de justiça. Da política como justiça.


Acompanhar Nuno Melo na campanha faz-me acreditar na integridade do político. Na integridade possível em política. Faz-me acreditar na força da seriedade, do trabalho e da verdade.




Obrigado, pois. Obrigado, pois, pela grande lição. Obrigado, pois, pela disponibilidade. Obrigado, pois, pela dádiva. Obrigado.


6 comentários:

Luís Gonçalves Ferreira disse...

Sempre disse, com as devidas divergências ideológico-políticas postas de lado, que Nuno Melo e Ana Drago representam o futuro da política portuguesa. Futuro esse que desejo participar e que concepciono mais belo e inteligente que este presente pouco animador.

Falta Justiça e Humanidade aos políticos de hoje.

Abraço

Luís P. disse...

Totalmente de acordo, Luís! Eu acho que nestes tempos que vivemos - em que já cheira a fim de regime - faz falta, acima de tudo, a "provincianização" da política. Ou, a sua "portugalização". Faz-me confusão que a maior parte da classe política tenha frequentado aquilo que chamo o "eixo Liceu Passos Manuel - Liceu Camões" e, portanto, não faça a mínima ideia do que é Portugal. Do que é o país sem folclores e sem preconceitos pseudo-citadinos. O país sem cenários, sem invenções, cru e nu.

Por outro lado aflige-me notar que as antigas elites regionais desapareceram (ou abdicaram do seu papel) por completo e que hoje o país está municipalizado (no que isso tem de pior)... é uma faca de dois bicos, mas da sua resolução há-de sair algo novo!

Abraço

Adão disse...

Sou totalmente do outro lado da Lua.

Luís P. disse...

Adão: antes do outro lado da Lua do que de Plutão (que agora até parece que já nem é "planeta", coitado!)! :D

Daniel Silva (Lobinho) disse...

Nuno Melo é um dos políticos que mais aprecio. Brilhante, inteligente, e nao arrogante, o que é uma raridade em quem tem as qualidades apontadas. E será, por certo, igualmente uma pessoa sensivel. Vi-o na comissão parlamentar de inquerito a Vitor Constancio e lá está todo o seu brilhantismo sem ser de nariz emproado.

A única que "lamento" é que vamos deixar de ter um óptimo parlamentar em portugal para o termos em Bruxelas, e a nossa AR precisa destes homens...

Conheço um pouco da vida dele também. Admiro-o muito.

Enorme abraço

Luís P. disse...

Sem dúvida Daniel! É pena "perder-mos" o Nuno Melo no nosso (tantas vezes) tão depauperado parlamento! Mas acredito que ele será tão bom (ou melhor) do que tem sido na sua acção europeia. E, afinal, a maior parte da nossa legislação já provém da capital burocrática da nossa união, logo o seu papel não será despiciendo. Talvez até ajude a que todos nós nos interessemos mais pelo trabalho dos nossos deputados europeus, não?

Abraço

P.S. Vi pouco do "combate Melo vrs. Contâncio", mas o pouco que vi deixou-me de boca aberta pela posição do Sr. Contâncio. Tinha, aliás, dele uma imagem muito mais fleumática do que aquilo que ali se viu... Lamentável, mas infelizmente (como já sabemos) sem grandes consequências...